Herança Genética dos Holandeses no Nordeste do Brasil
A herança das invasões holandesas no Brasil vai além da influência na economia. A ausência de mulheres holandesas estimulou a união e mesmo o casamento de oficiais militares e colonos holandeses com filhas de abastados senhores de engenho luso-brasileiros, e mais informalmente, dos praças militares holandeses com índias, negras, caboclas, mulatas e brancas locais, segundo o historiador Eduardo Fonseca, estas uniões teriam gerado na atualidade, cerca de um milhão de brasileiros nordestinos com ascendência dos cerca de oitenta mil holandeses que no nordeste estiveram durante este período, e que esta origem teria inclusive influenciado parte da cultura nordestina, acredita-se que em suas manifestações culturais, o violino holandês teria sido incorporado, lá sendo chamado de rabeca.
Destaca-se que uma estratégia de sobrevivência dos holandeses também influenciou a ser muito sutil a presença de descendentes de holandeses nas capitais nordestinas, com a vitória luso-brasileira, a maior parte das tropas e colonos holandeses fugiu de volta à Holanda, mas um grande contingente de holandeses não pôde ou não quis retornar a Europa, principalmente comerciantes e numerosos soldados desertores do Exército Holandês, a maioria destes já estava há mais de vinte anos no Brasil, totalmente adaptados, falavam português, uniram-se com brasileiras e tinham filhos nascidos no Brasil, e seus negócios eram no Brasil. Com isso, muitos holandeses e suas famílias fugiram para o interior, principalmente para cidades litorâneas, do interior do chamado nordeste setentrional, onde ocultavam ou "aportuguesavam" seus nomes de origem holandesa, para fugir das tropas luso-brasileiras e também da Inquisição católica, que também os perseguia por serem em maioria calvinistas ou judeus.
Fonte: Wikipédia
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